Hoje quando o assunto é uma boa história é normal o desejo de saber mais. Adquirir esse conhecimento pode ser mais prazeroso se houver um desafio antes de obter. Hoje não basta ver o filme, sempre tem uma parte da trama que livro conta com ricos detalhes. Porem a transposição de uma mídia para outra é a camada mais fina da convergência digital. As velhas mídias têm um perfil engessado e sem interatividade, as novas já oferecem dezenas de ferramentas. Foi dessa maneira que Henry Jenkins abre o livro Cultura da Convergência. Hoje temos histórias contadas em diversas camadas. Quase como um ciclo: começam em livros, ganham filmes, desenvolvem games, disponibilizam blogs, etc. Detalhes nunca antes revelados sobre o enredo são ferramentas extremamente importantes na convergência. Os consumidores se afeiçoam aos heróis e querem saber mais e mais detalhes. O segredo de tudo isso é como entregar isso a eles. Por exemplo: Utilizando um QR code impresso em algumas partes de um livro o leitor teria acesso a comentários exclusivos do autor. Dessa maneira além de aumentar a intimidade do produto com o cliente, você ainda disponibiliza algo inédito.
Jogos é uma mídia totalmente interativa o que torna a convergência algo um pouco mais delicado e complicado. Essa interatividade pode ser utilizada para aumentar a relação entre o espectador e a história. Porém é complicado você contar uma história dentro dos games, pois você acaba restringindo a interação no enredo. Seja qual for a plataforma escolhida os jogos acabam gerando maior proximidade do telespectador com o personagens, permitindo que o telespectador deixe essa posição omissa e passe a fazer parte da ação e das escolhas do personagem. A partir do momento que você está dentro do jogo, você pode explorar todas as possibilidades e procurar por fatos que não foram revelados em outras mídias. Um exemplo seria um filme de suspense em que muitas coisas ficam subentendidas, porem um jogo permitiria ao telespectador explorar melhor o ambiente em que ocorre a ação.





